Jazz - Ken Burns

Jazz - Ken Burns

 

A caixa com quatro Dvd`s traz 12 programas da série “JAZZ”, de Ken Burns, um dos principais e mais premiados documentaristas dos Eua e foi lançada no Brasil em 2002 pela Som Livre.

Feita em parceria com a BBC, custou mais de 13 milhões de dólares e levou mais de 6 anos para ser produzida.
São 498 músicas e 2.400 fotos que traçam a trajetória do Jazz desde o seu início, e tem mais de 12 horas e meia de duração.
Na época do seu lançamento foi tão importante para a popularização do Jazz, assim como os Festivais da Record foram para a nossa MPB nos anos 60, tamanha a sua qualidade e abrang6encia.
É indispensável assistir com calma cada um dos Dvd`s da coleção para que você descubra todo o fascínio da história humana e muito rica do Jazz.
O destaque vai para a cuidadosa e marcante edição de imagens (principalmente as fotografias e filmes raros da época), áudios incríveis, depoimentos de críticos, jornalistas e músicos. A Consultoria Musical ficou por conta do competente e versátil trompetista Winton Marsalis.
Alguns dos personagens que você vai encontrar em várias minibiografias: Louis Armstrong, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, Miles Davis, Thelonious Monk, John Coltrane, Glenn Miller, Chet Baker, Billie Holliday, Sarah Vaughan, Herbie Hancock e muitos outros.
Tenho certeza que você vai se emocionar ao ver uma centena de momentos raros e clássicos de um século inteiro da História do Jazz.
Meu destaque vai para a sequ6encia inédita dos saxofonistas Charlie Parker e Coleman Hawkins em 1950, um filme experimental do clarinetista Benny Goodman em 1929 e super 8 caseiro do pianista e band-leader Duke Ellington ao lado da sua orquestra na estrada.
É preciso ressaltar que alguns nomes importantes não fizeram parte do documentário. Nem por isso, a beleza e a sua real importância devem ser descartadas.
Ainda é possível encontrar a caixa com a Série “Jazz” no mercado. Recomendo.

 

Charlie Parker With Strings

O saxofonista Charlie “Bird” Parker é uma das lendas mais importantes da história do Jazz. Sua música é até os dias atuais, referência sob todos os aspectos. Revolucionou a sonoridade do seu instrumento e ele pode ser considerado como o maior mestre na arte do improviso.
Particularmente gosto muito da sua fase mais melódica e por esta razão resolvi falar um pouco sobre o Cd “The Master Takes”, lançado em 1995 pelo Selo Verve e que reuniu sob a Supervisão do Produtor Norman Granz, suas gravações antológicas ao lado de uma orquestra de cordas, feitas entre os anos de 1947-1952. Um trabalho primoroso e indispensável.
No total são 24 músicas, com destaque para os temas: “Just Friends”, “Laura”, “Dancing In The Dark”, “Autumn In New York”, “Stella By Starlight” entre outros preciosos registros.
Destaque também para seus cúmplices Ray Brown, no contrabaixo, Buddy Rich na bateria e  Stan Freeman e Bernie Leighton no piano, além de uma super e afinada orquestra de cordas conduzidas por Jimmy Carrol e Joe Lipman.
Não deixe de ouvir essas gravações marcantes deste músico que teve uma vida meteórica e conturbada de apenas 35 anos. Só fico imaginando se ele tivesse vivido por mais tempo, o quanto que ele ainda teria produzido e principalmente surpreendido musicalmente a todos nós. Coisas que só acontecem com os gênios. E Charlie Parker é, sem dúvida, um deles. 

 

Dave Brubeck – Time Out

Este disco do pianista Dave Brubeck também é considerado como um dos discos de Jazz mais importantes de todos os tempos.
Brinco ao dizer que o tema “Take Five”, de autoria do saxofonista Paul Desmond,  se tornou um verdadeiro hino do Jazz. E graças a esta gravação, transformou o quarteto de Dave Brubeck em campeão absoluto de vendas na época.
Foi lançado no ano de 1959 pelo Selo Columbia/Legacy e gravado no mítico estúdio montado dentro de uma antiga igreja na Rua 30 em Nova York e por onde também passaram Miles Davis e Charles Mingus.
O genial Paul Desmond no sax alto, Eugene Wright no contrabaixo e Joe Morello fizeram parte desta formação que também virou referência de sonoridade.
E depois de tanto tempo é curioso lembrar que este disco quase não foi lançado na época. Chegou às lojas contra a vontade de quase todos os executivos da gravadora. Tinha tudo para dar errado segundo eles: uma sonoridade diferente, uma capa também pouco usual e todas as sete faixas eram de autorais, sem nenhum standard conhecido.
Se enganaram redondamente, pois o público já estava preparado para receber uma aquela nova forma de tocar e se transformou em recordista de vendas.

Postado em: 19/03/2012

 


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